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sexta-feira, 9 de maio de 2014

'Foi alvejado porque reagiu', diz Polícia Civil sobre jovem baleado em Natal/RN




Operação da Polícia Civil aconteceu neste sábado (3) no bairro Potengi.
Henrique de Souza, de 20 anos, levou 6 tiros e perdeu um dedo da mão.

Do G1 RN


Henrique Maurício, de 20 anos, levou seis tiros e perdeu um dedo da mão
(Foto: Sérgio Costa/Portal BO)

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte emitiu nota na manhã deste domingo (4) sobre o caso do jovem Henrique Maurício de Souza, de 20 anos, que foi baleado durante uma operação policial na manhã de sábado (3), em Natal. No documento (ver íntegra abaixo), a polícia reafirma que o rapaz "foi alvejado porque reagiu" e diz que "o uso da arma de fogo foi proporcional e escalonado, dentro dos ditames legais". Henrique levou seis tiros na porta de casa. De acordo com a família, os tiros atingiram o pé, a mão, a barriga, o tórax e o pescoço do rapaz. A família nega que o jovem tenha reagido.

O fato aconteceu na madrugada de sábado (3) quando a polícia cumpria mandado de prisão no bairro Potengi, zona Norte da capital potiguar. A polícia negou que houve erro no endereço para cumprimento da determinação judicial. "A propriedade constante no endereço do mandado era rodeada por vegetação alta, possuía duas casas (...) a distância entre elas era de poucos metros sem qualquer separação por muros ou cercas. A ordem judicial continha expressa autorização para que se efetuasse busca e apreensão de armas, munições e outros objetos de origem ilícita na forma da lei, em todos os cômodos e prédios existentes na área de propriedade, portanto a casa onde residia o Henrique Maurício de Souza era também objeto de busca e apreensão", diz a nota.

No documento, a polícia reafirma que houve reação por parte de Henrique. De acordo com a nota, quando foi anunciada a presença dos policiais, Henrique saiu da residência "em disparada, com as mãos empunhadas simulando uma arma, em direção a um dos policiais que faziam o cerco". Os disparos, segundo o documento, foram efetuados após a polícia pedir que o jovem parasse e ele ter continuado em direção aos agentes.

A nota ainda ressalta que a própria Polícia Civil prestou socorro ao jovem e o transportou até o hospital Santa Catarina.

Família nega reação
De acordo com a família de Henrique, o rapaz se levantou após ouvir o cachorro da casa latir insistentemente por volta das 4h. Ao abrir a porta para verificar se havia algo errado, segundo os familiares, ele foi alvejado seis vezes. Os tiros atingiram o pé, a mão, a barriga, o tórax e o pescoço do rapaz, de acordo com a familia. "Eles reviraram a casa em busca de armas, drogas, não sei, e quando não encontraram nada perceberam que ele é um menino de bem. Só aí resolveram socorrer o Henrique. Ele estava sangrando, agonizando lá fora. Ele não reagiu a nada. Não tem como meu filho ter reagido, ele estava só de cueca", disse Veridiano Pontes, pai do rapaz.

Segundo ele, no momento da abordagem, estavam na casa a esposa de Henrique, três irmãs dele de 8, 13 e 16 anos, a mãe e o padrasto do jovem. "Meu filho é um menino trabalhador, estudioso, nunca teve envolvimento com nada de errado. Eu eduquei ele para ser um homem de bem. Na minha família ninguém nunca nem pegou em uma arma e aí acontece uma tragédia dessas", disse o pai. Henrique Maurício trabalha na cantina do Colégio Nossa Senhora das Neves, no Alecrim.

Veja íntegra da nota da Polícia Civil
Em virtude de informações divulgadas hoje (sábado 3/5), em alguns órgãos de imprensa sobre as ações executadas pela Polícia Civil durante a OPERAÇÃO PITÁGORAS, coordenada pela Delegada Karla Viviane de Sousa Rêgo da Delegacia Especializada de Homicídios de Natal –DEHOM , cumpre a bem da verdade esclarecer que:

1- No dia de hoje foi dado cumprimento a dois Mandados de Busca e Apreensão referentes ao Proc. N 0101080-88.2014.8.20.0129 Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo do Amarante, onde em um deles constava expressamente o endereço: AVENIDA. APUCARANA, N 115, BAIRRO POTENGI NATAL-RN e estava relacionado a um dos investigados no latrocínio da vítima Luiz Carlos da Cruz, DANILO DE LIMA OLIVEIRA que efetivamente foi preso por força de mandado de prisão neste endereço juntamente com DIEGO HENRIQUE DA SILVA, preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito;

2- A despeito do que foi divulgado, não houve engano no endereço. A ação policial foi planejada, coordenada e executada dentro das provas contidas no IP 047/2014 – DP SGA DEHOM Especial com expressa determinação judicial;

3- A propriedade constante no endereço do Mandado era rodeada por vegetação alta, possuía duas casas e o suspeito, individuo de alta periculosidade com mais de 5 (cinco) homicídios, poderia estar armado – e de fato tinha uma arma a seu alcance - em qualquer delas, já que a distância entre elas eram de poucos metros sem qualquer separação por muros ou cercas;

4- Neste diapasão, a ordem judicial continha expressa autorização para que se efetuasse Busca e Apreensão de armas, munições e outros objetos de origem ilícita na forma da lei, EM TODOS OS CÔMODOS E PREDIOS EXISTENTES NA AREA DA PROPRIEDADE, portanto a casa onde residia o Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA era também objeto de Busca e Apreensão;

5- Não obstante, o padrasto do Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA, o Sr. FRANCISCO, responsável pelo imóvel, leu o Mandado de Busca e Apreensão na frente de seu advogado, confirmou o endereço e deu a devida ciência;

6- Esclarecido que não houve erro, engano ou qualquer espécie de abuso relacionado ao endereço alvo das Buscas por parte da equipe de policiais que atuaram hoje na OPERAÇÃO PITÁGORAS, passaremos a esclarecer os demais pontos;

7-Outrossim, o cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão iniciou-se ao amanhecer do dia, por volta das 5h da manhã, e não as 03h30 como foi equivocadamente divulgado. Neste horário as equipes que atuaram na Operação estavam chegando na DEHOM para o briefing – momento em que são repassadas as coordenadas da ação policial;

8- Desta feita, no amanhecer do dia, a casa do Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA foi cercada por uma equipe de policiais civis que anunciou sua presença e ordenou que abrisse a porta, todos caracterizados e identificados com uniformes da POLICIA CIVIL DO RN;

9- Neste instante, Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA sai da residência em disparada, com as mãos empunhadas simulando uma arma, em direção a um dos policiais que faziam o cerco, momento em que este anunciou que parasse que tratava-se da Policia, ordem expressa de funcionário público que não foi obedecida por parte do Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA;

10- Assim, diante da clara reação do Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA a abordagem policial, foi efetuado um disparo que atingiu um dos dedos de uma das mãos deste, contudo mesmo diante deste disparo o Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA continuou em direção a um dos policiais, que não teve outra alternativa a não ser perfazer mais disparos no intuito único de cessar a ameaça;

11- O uso da arma de fogo foi proporcional e escalonado, dentro dos ditames legais;

12- Após controlada a situação, foi informado a Autoridade Policial responsável pela Operação que havia uma pessoa ferida, momento em que esta determinou a um dos policiais que ligasse para a SAMU, ordem cumprida imediatamente. Contudo, diante da demora do pronto atendimento e visando garantir a vida do Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA, este foi levado até uma das viaturas da DEHOM e socorrido até o Hospital mais próximo acompanhado de sua mãe e de dois policiais;

13 – Neste escopo, os referidos policiais permaneceram no Hospital juntamente com a mãe do Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA durante todo o atendimento medico e apenas retiraram-se após este ter saído da sala de cirurgia e receberem a noticia de que ele não corria risco de vida;

14- Outro dado errôneo que precisa ser esclarecido é o de que o Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA foi confundido com DANILO DE LIMA OLIVEIRA durante a ação policial e por isso foi alvejado. Tal assertiva não procede, visto que a OPERAÇÃO PITÁGORAS visava a coleta de provas, a prisão do investigado e o esclarecimento do crime. O Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA foi alvejado porque reagiu a abordagem policial, conforme amplamente exposto;

15- Importante destacar que o Sr. VERIDIANO PONTES, pai do Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA não estava presente no momento da ação policial;

16- Destaque-se também que não foi divulgada a presente situação na coletiva realizada as 10h da manhã do dia 03.05.2014 porque não tínhamos ainda informações concretas sobre o estado de saúde do Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA, que ainda estava recebendo atendimento medico;

17- Todos os procedimentos legais foram lavrados e comunicados, o que incluiu Auto de Resistência por parte do policial que efetuou os disparos. O Sr. FRANCISCO, padrasto do Sr. HENRIQUE MAURÍCIO DE SOUZA LIRA não foi ouvido porque chamado a Delegacia, recusou-se a depor sobre os fatos;

FONTE: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2014/05/foi-alvejado-porque-reagiu-diz-policia-civil-sobre-jovem-baleado-em-natal.html

 18 – Por fim, em apreço a verdade dos acontecimentos e a lisura dos profissionais envolvidos na OPERAÇÃO PITÁGORAS,, cuja missão foi cumprida, apesar de lamentarmos o triste incidente que será rigorosamente apurado por determinação do Delegado Geral de Policia Civil .

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